Licuri

Syagrus coronata

Espécie

Conhecida como a palmeira sertaneja, o licuri (Syagrus coronata) também é conhecido como alicuri, aricuí, adicuri, cabeçudo, coqueiro-aracuri, coqueiro-dicuri, iricuri, oricuri, ouricurizeiro, uricuri e uricuriba. A espécie pode ser encontrada no norte de Minas Gerais, na porção oriental e central da Bahia até o sul de Pernambuco e também nos estados de Sergipe e Alagoas.

A palmeira do licuri pode atingir até 11 metros de altura e é facilmente identificada por suas folhas dispostas em fileiras que, vistas de baixo, parecem formar uma coroa organizada. Seus cachos são extremamente produtivos, carregando em média 1.350 pequenos frutos de cerca de 2 cm. Um detalhe biológico interessante ocorre no interior do fruto: enquanto verde, ele possui uma textura aquosa que, conforme amadurece, endurece até formar a amêndoa sólida. Externamente, a coloração dos frutos varia entre o amarelo-claro e o laranja vibrante quando estão prontos para a colheita.

O aproveitamento da planta é integral e fundamental para a economia e ecologia local. As folhas são amplamente utilizadas no artesanato para a confecção de sacolas, chapéus e vassouras, enquanto a amêndoa é a fonte de um óleo de alta qualidade, muito valorizado na produção de sabão e na culinária regional, sendo a base do tradicional leite de licuri e de diversos doces e licores. Além do valor comercial, a espécie cumpre um papel ambiental crítico: o licuri é o principal alimento da arara-azul-de-lear. Como essa ave é endêmica da Caatinga e está ameaçada de extinção, a preservação da palmeira é considerada indispensável para a sobrevivência da espécie e o equilíbrio do bioma.

Licuri – fruto (Foto: DoDesign-s)

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