O jenipapo (_Genipa americana_) pode ser encontrado em diversos biomas brasileiros, com forte presença no Cerrado e na Amazônia. O seu nome tem origem tupi que significa “fruto que serve para pintar”, uma referência à substância genipina presente nos frutos verdes que, ao reagir com a pele ou tecidos, produz uma tinta azul-escura indelével, utilizada há milênios pelos povos indígenas em rituais, pinturas corporais e artesanato.
O jenipapeiro pode atingir até 20 metros de altura, o fruto é uma baga globosa de casca mole e cor parda quando madura, contendo uma polpa sumarenta de aroma intenso e sabor agridoce muito característico. Nutricionalmente, o jenipapo é uma excelente fonte de ferro, cálcio e vitaminas B1, B2 e C, além de possuir propriedades digestivas e tônicas reconhecidas na medicina popular. Na culinária regional, é raramente consumido in natura, sendo transformado no famoso licor de jenipapo, doces cristalizados, sumos, xaropes e geleias que preservam o seu valor cultural e gastronómico.
Além do seu uso econômico e cultural, o jenipapeiro é uma espécie fundamental para a recuperação de ecossistemas, pois tolera solos úmidos e áreas de mata ciliar, servindo como importante recurso alimentar para a fauna silvestre.