Cupuaçu

Theobroma grandiflorum

Espécie

O cupuaçu (Theobroma grandiflorum) é considerado um dos principais ativos da sociobiodiversidade amazônica. O seu nome tem uma origem tupi muito clara: kupu significa “que parece com o cacau” e uassu quer dizer “grande”, uma descrição perfeita para este parente próximo do chocolate. Já o seu nome científico, Theobroma, traduz-se do grego como “manjar dos deuses”, enquanto grandiflorum destaca a beleza e o tamanho das suas flores avermelhadas que brotam diretamente nos ramos.

Uma árvore de médio porte, nativa da Amazônia, que pode atingir até 20 metros de altura em ambiente de mata. O fruto é uma grande cápsula de casca rígida e lenhosa, coberta por uma casca aveludada. No seu interior, encontra-se uma polpa branca, cremosa e de aroma penetrante, que envolve diversas sementes. Rico em vitamina C, potássio e antioxidantes, o cupuaçu é um dos sabores mais amados do Norte, sendo base para doces, sumos, gelados e recheios. Das suas sementes, além do uso na indústria de cosméticos pela manteiga de alta hidratação, produz-se o “cupulate”, um produto semelhante ao chocolate que aproveita o valor integral do fruto.

O cupuaçu desempenha um papel fundamental na recuperação de áreas degradadas, sendo a espécie preferida para compor sistemas agroflorestais (SAFs). Por ser uma planta que exige sombreamento na fase jovem e beneficia da umidade da floresta, o seu cultivo promove a manutenção da cobertura vegetal e gera rendimentos sustentáveis para agricultores familiares.

 

Foto: Marcelo Kuhlmann /acervo ISPN

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