Capim dourado

Syngonanthus nitens

Espécie

Apesar do nome, o capim-dourado (Syngonanthus nitens), não pertence à família das gramíneas. Na verdade, é a haste de uma pequena flor branca da família das sempre-vivas (família Eriocaulaceae), que brotam em campos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Distrito Federal e Bahia. 

Cada pé de capim-dourado é uma sapata (ou roseta, segundo os especialistas), que cresce perto do solo e tem 3cm ou 4cm de largura e produz, em geral, 2 hastes por ano. No entanto, algumas plantas podem produzir até 20 hastes/ano. No topo das hastes, brotam flores muito pequenas, as quais resultam em pequenos frutos secos. Tais frutos não são comestíveis, eles são os guardiões das sementes que garantem a perpetuação da espécie.

Cada cabeça de haste guarda até 60 sementes, que devido ao seu tamanho reduzido, têm uma aparência de poeira marrom. Na região do Jalapão, TO, o Instituto Natureza do Tocantins definiu regras para a colheita das hastes de capim-dourado utilizadas na confecção de artesanato, que resultaram na Portaria 092/2005, reeditada como Portaria 362/2007 com o objetivo de evitar a extinção da espécie.

É matéria-prima para a confecção de bolsas, bijouterias e objetos de decoração,  nacionalmente conhecidos e valorizados. A arte de transformar as hastes em artesanato é uma herança dos povos indígenas Xerente. Os utensílios fabricados por eles eram utilizados em casa ou trocados por outros produtos. Atualmente, a produção de tais peças artesanais é a principal fonte de renda de centenas de famílias.

Capim dourado (Foto: Isabel Schmidt)

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