Cerratinga

26/11/2013

Cerratinga produz vídeo com imagens de coleta, beneficiamento e comercialização do maracujá da Caatinga

O vídeo dá destaque para os passos da cadeia produtiva, como a coleta, o processamento e o consumo, mostrando as comunidades que melhoraram sua vida a partir do trabalho com o maracujá da Caatinga.Para disseminar o conhecimento acerca dos frutos nativos da Caatinga e do Cerrado, o Cerratinga produz vídeos mostrando todo o processo desde a coleta até o produto pronto. O primeiro material já está no ar e é sobre o maracujá da Caatinga ou, como também é conhecido, maracujá do mato.

Jussara Dantas de Souza, que faz parte da Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), conta que o “maracujá é economicamente viável e ecologicamente correto”. Com a extração do maracujá da Caatinga os agricultores aumentam a renda familiar em até 30%.

O vídeo foi gravado na cidade de Uauá, região do semiárido nordestino, onde o maracujá da Caatinga é abundante. Os primeiros frutos surgem em julho e a colheita ocorre até o mês de outubro. Cerca de 450 famílias de 18 comunidades se beneficiam com a extração do fruto.

O maracujá da Caatinga se transforma em fonte de renda para os produtores. Todo o fruto recolhido é levado para a sede cooperativa, onde começa o seu processamento. A espécie tem potencial para produção de suco, doce, polpas, geleias e sorvetes. Mas é consumido também em pratos de culinária (veja no link algumas receitas feitas com o maracujá da caatinga).

A geleia, preparada com a polpa do fruto, é o derivado do maracujá da Caatinga mais comercializado pela Coopercuc. A capacidade de produção chega a 200 toneladas, tendo uma estrutura comercial e produtiva consolidada. A alta qualidade de seus produtos permitiu que adquirissem o selo FLO de Comércio Justo, além de certificação orgânica, alcançando mercados internacionais.

As mulheres se unem em torno do beneficiamento das frutas nativas, inclusive o maracujá da Caatinga. Segundo Jussemar Cordeiro da Silva, “70% do público articulado pela Coopercuc são mulheres que aproveitam o fruto, transformando-o em doces, geleias e polpa”. Os jovens também estão inseridos no trabalho, representando 20% dos 44 cooperados que fazem parte da Coopercuc.

De acordo com Isabel Figueiredo, assessor técnico do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), “além de falar sobre o processamento do maracujá, o vídeo mostra o valor deste fruto para as comunidades rurais da Caatinga, como uma alternativa de geração de renda e conservação do bioma”.

O vídeo foi produzido com linguagem simples e objetiva, para alcançar público diverso, como agricultores, pesquisadores, estudantes e sociedade civil. Para assistir acesse o link e se quiser fazer contato com a Cooperativa de Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc) clique aqui.


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